Não existe uma forma exata de se viver, tudo é relativo mas não tão
complexo quanto pintam, na verdade viver é algo pessoal, singular e que
cada um tem uma forma de demonstrar.
Era assim que ela se via, desde pequena já demonstrava traços de sua
diferença, a revolta trazida de berço, marcada pelos genitores a deixava
singular e linda.
Enquanto crescia e firmava suas certezas ela foi se moldando e
acrescentando o que de casa não era suficiente, as roupas escuras com os
esmaltes descascados diziam exatamente o que ela queria que vissem, a
menina presa em seu ser, aquela que gritava por liberdade, por direitos
que pela idade não os tinha.
Quando se tornou mulher, alguns consideravam tardio, mas a verdade é
que ela não tinha pressa alguma de crescer e ainda não tem, mesmo
sabendo que hoje suas decisões implicam muito mais do que ontem.
Apesar das tatuagens expostas em sua pele, da maquiagem marcante em
seu rosto, ela é uma pessoa com sentimentos, não como outra qualquer,
porque seus sentimentos são mais escondido, porém, mais intensos.
Ela descobriu que amar doi de um jeito muito doloroso, e ainda não
aprendeu a ignorar os sentimentos, seja isso bom ou ruim, eu não sei,
mas tenho certeza que ela ainda vai descobrir.
Ela é de uma forma única e preciosa, um conto de fadas as avessas,
que não precisa de um príncipe, mas apenas alguém que a entenda. Ela é
linda, e toda as suas características traduzem tal afirmação, e mesmo
sendo alternativa vendo do ponto de vista social, ela é alguém que se
precisa ter na sociedade, porque poucos como ela amam a vida como ela
ama.
Dedicado a um dos amores da minha vida,
Delle Raphaella, feliz aniversário.
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