Por um tempo eu não falei a respeito das coisas que minha
fraca memória se desgastam em lembrar. Talvez fosse o medo de retomar o partido
de um coração aos pedaços, ou até mesmo, a frustrada tentativa de ignorar o que
permaneceu.
Eu bem sei que o espaço de tempo que se apoderou de nossos
corpos é suficiente pra evitar dar sentido à saudade, e depois de tanto querer
e nada poder é vergonhoso ansiar por algo a mais.
Talvez doa mais em mim te perdoar, é libertar, dar asas pra
voar. Finalmente pontuar o fim é a forma mais triste de finalizar, sem deixar
fiapos. Todos os nós estarão atados, e nenhuma forma de retroceder poderá ser
ateada.
Então eu deixo em aberto o verbo no infinitivo. Amar, doar,
sofrer, lutar, olvidar.
Uma
vez que ao seu lado, eles jamais serão conjugados.

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