Tome cuidado com o som dos soluços, e pare de bater a porta
como se pretendesse ir embora, ambos sabemos que você jamais sairá daqui.
Não me olhe com esses olhos de reprovação, e nem ouse me pintar de vilão, eu posso até ser um, mas não no seu conto de fadas. Querida se eu fosse você eu teria aprendido antes de beber que jamais se deve acreditar em dias como esse, em que o sol brilha e as nuvens formam símbolos inidentificáveis.
Parece que está tudo bem, e pra mim está mesmo, no entanto, você insiste em falar das rosas, como você pretende que eu acredite em rosas que você mesmo jogou no lixo há duas semanas atrás?
Vamos ser sinceros um com outro, não existe mais sinceridade nesse cômodo, eu nem sequer conheço mais suas expressões, e você não sabe a marca do cigarro que eu estou fumando agora.
Eu pretendo sair quando anoitecer e espero que você não me procure em cada bar da cidade, e se também decidir sair, encontre alguém que fale de coisas que te interessam e seja ao menos interessante.
Acho que por hoje formamos um exato nado, e por enquanto
isso é suficiente, você não concorda, querida?

Nenhum comentário:
Postar um comentário