sexta-feira, 28 de junho de 2013

Meus travesseiros e suas fronhas


Há tanta vida lá fora, tantas são as formas de se sentir vivo, digo isso porque estou no meu quarto, deitado ausente de companhia, refletindo minhas vontades e suas desvantagens, por mais que eu quisesse alguém aqui agora, ainda é melhor estar sozinho. Ao invés de ter toda a vida lá de fora, eu prefiro a monomania do meu quarto, meus travesseiros e suas fronhas.
É por aqui que faço meus desejos, planejo meus sonhos, foi bem aqui que eu o idealizei e foi por aqui que o desconstrui.
Na minha própria companhia posso ser eu mesmo, carregado de sentimento, um vivente do amor ou sobrevivente dele, posso me encher de esperanças e desabar em desesperança, posso fingir ser você pra deixar de ser eu em alguns breves momentos.
A modinha de sair de casa não me atraiu, não nasci pra ser modelo de poligamia ou representante de mononucleose, fui perfeitamente educado pra reconhecer o valor de tudo e todos.
Prefiro onde estou, ser quem eu sou, o drama faz parte de mim, assim como a sede de amar e a vontade de ser diferente, sou assim, prefiro assim.

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